Unidade de Pronto Atendimento de Quixadá caminha rapidamente para se tornar a primeira UPA do Brasil a fechar as portas. De acordo com in...
Unidade de Pronto Atendimento de Quixadá caminha rapidamente para se tornar a primeira UPA do Brasil a fechar as portas. De acordo com informações não oficiais, o lamentável episódio poderá acontecer ainda durante esta semana.
Na primeira matéria sobre este assunto, foi explicado que o motivo principal para o fechamento da unidade seria a falta de repasses do Governo do Estado. A UPA é mantida por recursos oriundos do município (25%), do Estado (25%) e do Governo Federal (50%). Supostamente, o governo do Estado não estaria cumprindo com sua obrigação, o que teria tornado a manutenção do equipamento muito dispendiosa para a Prefeitura.
A própria abertura do equipamento em fevereiro, apressada pelo Governo do Estado antes que o período eleitoral proibisse inaugurações, é motivo de controvérsia. Há quem diga que o empreendimento não está 100% legalizado, o que impediria os repasses.
Grupos ligados à Prefeitura Municipal de Quixadá e ao Governo do Estado estudam junto à Maternidade Jesus, Maria e José a possibilidade de transferir para lá a emergência da UPA. Porém, há um impasse. A direção da maternidade parece não confiar na prefeitura e exige que os repasses sejam feitos diretamente à entidade, sem passar pelas mãos do governo municipal. A Prefeitura não gosta deste posicionamento, mas deverá ceder se não quiser deixar o município órfão de uma emergência como a da UPA. O Hospital Eudásio Barroso não possui estrutura nem insumos para lidar sozinho com a demanda.
Reuniões entre as partes envolvidas serão realizadas durante esta semana. Nem o prefeito João Hudson, nem a Secretária de Saúde, Selene Bandeira e nem qualquer outro membro das partes que compõem a negociação foram ainda à imprensa para explicar o que está acontecendo, deixando a população extremamente apreensiva.
FONTE: MONÓLITOS POST
